domingo, 20 de agosto de 2017

Não é fácil ser Rivelino




Tenho que confessar uma coisa:
quando tinha 14 anos eu fiz permanente no cabelo, eu queria parecer com o Rivelino, aquele craque do Corinthians com cabelo encaracolado; foi num salão de beleza que ficava em frente a rua que a gente jogava bola; e o medão de algum garoto da rua me ver saindo de lá, segurei a japa dona do salão até umas dez da noite, mas não foi escova progressiva rsrsr. Sou geminiano taurino, desgraça pouca é bobagem.

Não sei qual era a tecnologia do "permanente', mas acho que eles punham uns bobes na cabeça da gente com um produto radioativo e depois deixavam no micro-ondas por umas três horas e meia, era terrível aquilo, tinha que ser macho kkkkkkkk, e com um cheiro medonho, como disse minha miga Sheila Grecco, o negócio fedia um produto químico estragado, um cheiro de pum de chaminé da fábrica de Durepoxi, mas virei o Rivelino kkkkk

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