Nunca foi
Nem de meias batalhas
O confronto é diário
Aqui não é terra de sombra e água fresca
Ha que se comer léguas de cacimba nas costas
Para matar a sede na água metafísica das encostas
Escrever mil liras, plantar mil lírios
Escorregar em limbos e limbos e delírios
Utopias de apostar vidas em desertos
Não é tempo de meia sorte, meia morte, meia vida, meio azar
Nada é certo, nunca haverá partes atenuantes por perto
Aqui o destino joga tudo a todo tempo num piscar ...
Não é tempo de meio dia, meia noite
Meia hora pra adiar
Nem atrás, nem à frente
Corremos com o tempo
Atrás de uma linha “que siempre está más allá”
Não é tempo de baixar a guarda, a cabeça, nunca foi
Não há férias, nem inverno, nem outono, nem verão, nunca houve
Nunca foi
Nada além de inventar primaveras
De fazer brotarem flores da pedra
Jardins de quartzo verde
Levanto, lavo o rosto, olho a estrada
Quem há de ter-te
Pergunto à areia do tempo
Deixo a meia vida para quem é de meios e metades
E sigo assim no vento
Inteiro assim...
Sem nada
Teju Franco 28/08/2023

Boa 👏👏👏
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