Ela se
quebra a uma palavra desastrosa
A um olhar
desatento
A uma balada
errada
A poesia
sabe de tudo
Mas não
suporta os insensíveis
Os elefantes
em loja de louças
A poesia que
faz e desfaz a moça
As
mascaradas da música do Zé Keti
Existem exterminadores de poesia
A poesia não
usa máscara
É olho no
olho
Cuidado
Delicadeza
A poesia se
quebra com desamor
Com macheza
O que era
Deixa de ser
Pra nunca
mais ser
Pois quando
se quebra
É como uma
noite de enganos
Sem conserto
Depois de
quebrada a poesia não cola
Seus pedaços
não se juntam
Ardem
Se repelem
Mudos
É a morte do
verbo
É o fim da
palavra
Rasga-se a
página
Joga-se ao
lixo
E busca-se o
texto
Seu tecido
Em outro
lugar
Teju 20/10/2019

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