The Great
Pretender
Você é maravilhosa
Eu nunca duvidei disso
Desde a primeira redação quando alternava canetas coloridas
Pra escrever o cabeçalho do caderno escolar
Eu queria cores
Ah! Eu sempre te achei maravilhosa
Um milagre que sempre me encantava
Por trás da depressão da minha mãe cinza
A cultivar meu jardim secreto de flores noturnas
Mesmo nos piores momentos quem há de dizer que eu...
No dia da chuva negra
Ventando a noite nos meus cabelos
Fugindo do que um dia eu chamei de felicidade
Mesmo quando você virou um fantasma no retrovisor
Pela janela do carro
Ou no desembrulhar dos anos
Como balas repetidas sem sabor
Eu tive e tenho a idade do momento
A arte de nascer e morrer em frações de segundos
Ah! Eu sempre fui louco por você
Nos cantos de sol e sombra
Nunca me neguei a experiência
Mesmo quando me negavas tudo
Com pouco ou quase nada
Voltei à mesma estrada
Tateando as cordas de magias e maldições
De onde tirava as canções
Traído pela própria força de superar a sombra
Criei o palco iluminado
Acordei palhaço
Perdido entre perdidas ilusões
Brincando de jogar estrelas
E depois bebe-las até ficar azul
Não há espaço nem tempo no corredor do tempo
Para arrependimentos
Somos o que somos nesse momento
Depois que a TV sai do ar
The great pretender
Vivo entre minhas únicas duas vontades:
Viver e morrer
Não há tédio, nem rotina
Meu coração não tem passa tempo
Só a canção que nunca termina
Até eu terminar
Minha vida incompleta
Ainda assim alguma canção ainda há de soar
Metáfora da metafísica que chamamos de eternidade
Teju Franco 31/01/2023
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